domingo, 25 de outubro de 2020

A ESPERANÇA NUNCA MORRE


Como deve ser o relacionamento MÉDICO e PACIENTE com relação a possibilidade ou não de cura? Não vou me limitar nas previsões éticas já apresentadas no seu devido código. Meus argumentos são baseados na experiência de gestão hospitalar onde tenho a oportunidade de participar indiretamente na recuperação/tratamento da clientela assistida pelo hospital e consequentemente sinto a expectativa de um profissional diante da terapia dada ao seu paciente. Bem, na realidade a certeza da cura só Deus pode nos dar, se assim for a sua vontade. Observando a atividade dos profissionais de saúde e aqui colocando em evidência a de medicina vejo que o médico possui a capacidade de afirmar se aquele paciente vai ou não ter sucesso com relação a possibilidade de cura, mesmo porque suas ações são baseadas em estudos científicos que demonstram que nem tudo esta perdido. Exemplo: a AIDS até certo tempo não havia garantia de tratamento, hoje morrer tornou-se um resultado quase inexistente. Por outro lado, o médico não pode garantir sucesso na cura da COVID pois ainda não existe uma certeza científica do tratamento e circunstâncias da doença (mas estamos próximo).

O que importa, ao meu ver, é jamais tirarmos a ESPERANÇA de cura do paciente, visto que no tratamento temos o agir humano e a FÉ em Deus, o médico dos médicos.
Sendo assim, nenhum profissional tem o direito de abalar a "esperança" do paciente mas tem o dever de "Hipocrates" de lutar pela vida.

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